Paratleta de Campo Grande e outros 5 já estão na Dinamarca representando o Brasil em competição de Atletismo

A paratleta Rosinei Herrera, de 50 anos, e mais cinco atletas já estão em Frederiksberg, na Dinamarca, para representar o Brasil na Copa International 22 de petra. O evento consiste em um período de treinamentos e competições. As disputas começam nesta quinta-feira (14).

Além da campo-grandense, Adriano de Souza, Flávia de Lima, Giovana Barbosa, Leonardo Fagundes e Luis Junior foram convocados para esta competição. A comissão técnica e médica conta com oito integrantes.

A petra, que é praticada por atletas com paralisia cerebral, faz parte do programa de provas do Mundial de atletismo. Na prova, o atleta utiliza uma espécie de “bicicleta” – de três rodas -, um guidão para direcionar o suporte para o tronco, um banco para o assento e faixas, mas sem pedal anexado.

Além dos treinos e da competição, o evento também contou com curso para treinadores e classificação funcional da Federação Internacional de esportes para paralisados cerebrais (CPISRA, sigla em inglês).

Treinos em Campo Grande

Rosenei e seu preparador, Daniel Sena, fazem parte do Projeto de Atletismo da Prefeitura de Campo Grande. Ambos treinam no Parque Ayrton Senna, através do projeto da Funesp (Fundação Municipal de Esporte). “Nós temos em Campo Grande um dos maiores elencos de atletas paralímpicos do país”, disse Sena.

O preparador reforça que a Petra não é um esporte, mas uma modalidade do Atletismo e consta nas provas padrões. A competição é realizada no mesmo local onde foi criada, na Dinamarca.

A atleta treina há três anos no projeto, três vezes por semana. A modalidade é dividida em classes RR1, RR2 e RR3, com a classificação dividida como T71 e T72. Rosenei vai correr na R3.

foto funesp atletismo campo grande
Rosenei durante treino no Parque Ayrton Senna, em Campo Grande (Foto: Divulgação/Funesp)

Rosenei possui o melhor ranking do país e está entre as cinco melhores do mundo. A expectativa do treinador é superar essa marca. A meta também é bater o recorde brasileiro que hoje ainda não é dela.

“Estou muito feliz e ansiosa para ir à Dinamarca. A importância do Parque Ayrton Senna é que é um lugar adequado para um bom treinamento e um bom resultado da competição”, pontuou a atleta.

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