Nova Moriá FM

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou esta semana o boletim do Programa de Modernização do Mercado Hortifrutigranjeiro, o Prohort. Entre os destaques nas frutas estão a redução de preços no abacate (32%), no mamão (24,62%) e na laranja (23,76%), mas, em Campo Grande, os consumidores ainda não estão sentindo esta queda de preços acentuada e que viria numa boa hora.

No caso da laranja, o detalhamento foi tão aprofundado que a Conab informou que o preço do quilo poderia variar de R$ 1,71 a R$ 2,34.   O superintendente de Estudos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade da Conab, Marisson Marinho, ressaltou que o Brasil é um grande produtor mundial de frutas e tem peculiaridades que permitem a oferta de uma ampla variedade de produtos. “Quem deseja reduzir os gastos mensais, mantendo uma alimentação saudável e rica em produtos frescos, precisa conhecer as alternativas mais baratas”, detalhou Marinho.

Segundo o boletim Prohort, o mamão também esteve mais em conta nas Ceasas no último mês e agora em fevereiro. De acordo com a Conab, a produção da fruta continuou baixa, principalmente do tipo papaya, em decorrência de menores investimentos anteriores, de perdas nas lavouras e da qualidade das frutas afetada pelo grande volume de chuvas registrado nas principais regiões produtoras. A demanda dos consumidores ficou ainda menor, possibilitando uma diminuição de 24,62% no preço, com o quilo sendo vendido de R$ 3,51 a R$ 4,50.

A nova edição do boletim Prohort, da Conab, mostra queda de preços nas cotações de outras frutas, como, por exemplo: o caqui (45%), a pitaia (39%), a lichia (37%), a cereja (36%), o abacate (32%), o figo (30%), a carambola (28%) e o limão (21%). Nas hortaliças, houve um movimento de alta de preços por conta da elevada sensibilidade a problemas climáticos, notadamente na batata (39,7%) e cenoura (113,1%). Entretanto, outros itens registraram queda de preços: cebola (13,6%), rúcula (18%), abóbora (13%), pimentão (11%), alho (8%) e a vagem (6%).

Em Campo Grande, consumidores não sentiram as quedas de preços

Nos mercados de Campo Grande, consumidores estão na torcida por quedas acentuadas nos preços dos hortifrútis. A boa-fé se dá por uma razão: até agora ninguém sentiu queda de preços nas frutas e muito menos nas hortaliças.

Para a dona de casa Solange Prado, 54, essa queda de preços ainda não chegou a Campo Grande. “Sempre faço as compras de casa e até agora não percebi nada”, disse. O corretor de imóveis, Afonso Viana, 59, também não percebeu nada. Recém-chegado à Cidade Morena, Afonso afirmou que está caro viver em Campo Grande. “A única que percebi é que a cidade é mais cara que Curitiba”, comparou.

Da mesma forma, a auxiliar administrativa Ilza dos Santos, 35, também não sentiu diferença nos preços e mandou o recado: “Tomara que tudo fique mais barato”.

fevereiro 23, 2022

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